Depois de uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (27).
Porém, quando consideramos a evolução no preço médio do diesel desde o começo da guerra, a alta acumulada é de 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro:
- Preço médio do litro do diesel em 28 de fevereiro: R$ 6,03;
- Preço médio do litro do diesel em 27 de março: R$ 7,45.
A desaceleração no aumento do preço do diesel pode ser explicada por dois fatores principais:
- O preço do barril de petróleo está praticamente estável desde a última sexta-feira (20). Na ocasião, custava US$ 106,41 e atualmente está em US$ 106,47;
- O presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira a produtores e importadores de diesel.
Segundo o levantamento da ANP:
- O preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,45 por litro. O maior valor foi de R$ 9,35, registrado em Porto Seguro (BA). Já o menor preço foi encontrado em Mococa (SP), a R$ 5,47.
- A gasolina teve preço médio de R$ 6,78 por litro, alta de 1,95% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado no Rio de Janeiro (RJ), onde a agência identificou o litro a R$ 5,69.
- O etanol teve preço médio de R$ 4,72 por litro, alta de 0,43%. O maior valor foi de R$ 6,59, registrado em Serra Talhada (PE). Já o menor preço foi encontrado em Araraquara (SP), a R$ 3,79.
Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis.
O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.
O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras.
O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias.
Fonte//G1