A aproximação recente entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reacendeu a esperança de um novo acordo comercial entre os dois países, após mais de dois meses de sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.
A expectativa é que a reunião entre o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, prevista para acontecer nesta quinta-feira (16), abra caminho para uma negociação das taxas, com um desfecho mais favorável para o Brasil.
Enquanto um novo acordo não é firmado, no entanto, as empresas brasileiras continuam a sentir o impacto das taxas — e seguem em busca de alternativas para lidar com o impasse comercial.
Os efeitos das tarifas por aqui são diversos. No Ceará, por exemplo, fábricas precisaram cortar gastos enquanto procuram novos clientes na Europa e na Ásia para escoar seus produtos.
Já em Minas Gerais, produtores perderam contratos com os EUA e enviaram amostras a empresas da Noruega e de Dubai, na tentativa de evitar prejuízos. Enquanto isso, as lagostas, tradicionalmente vendidas ao mercado norte-americano, permanecem estocadas, à espera de compradores na China.
Esse cenário mostra que redirecionar exportações dos EUA para outros mercados não é uma tarefa simples — e, segundo especialistas consultado pelo g1, revela falhas na política de comércio exterior do Brasil, ainda vista como defasada.
Entenda nesta reportagem a relação comercial entre o Brasil e os EUA, os motivos que têm dificultado a exportação para outros países por parte das empresas brasileiras e o que esperar da reunião prevista para esta quinta-feira (16).
Fonte//G1