O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” a partir de sexta-feira (19), quando EUA e Irã assinarão formalmente o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio.
Estados Unidos e Irã anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para colocar fim à guerra que travam há mais de três meses no Oriente Médio e afirmaram que firmarão presencialmente o texto em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, nesta sexta.
Um dos pontos do acordo prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz para o tráfego naval, que o Irã fechou parcialmente como retaliação aos ataques dos EUA e de Israel que deram início à guerra. Como o texto do acordo ainda não foi oficialmente divulgado, ainda não se sabia a partir de quando ocorreria a abertura.
Nesta sexta, Trump disse que a abertura será total e imediata na sexta. O presidente norte-americano afirmou ainda que o acordo garante “claramente que o Irã não terá armas nucleares”.
O que se sabe do acordo?
O anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã não significa o fim automático do conflito entre os dois países. Pelo contrário: ainda há algumas etapas até o desfecho completo, dúvidas sobre o Estreito de Ormuz e, principalmente, informações conflitantes de ambos os lados.
É o fim da guerra?
Esse é o intuito final do acordo, segundo as duas partes, mas não, a guerra ainda não acabou. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles.
Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do programa nuclear iraniano. O acordo, segundo Teerã, prevê que negociadores dos dois lados chegarão a um consenso em um prazo de até 60 dias.
Aí, sim, a guerra terminaria, se tudo correr conforme o planejado.
Mas o tema é espinhoso, e, por isso, EUA e Irã estariam longe de um consenso.
O governo Trump quer que Irã encerre por completo seu programa nuclear, que Washington diz servir para criar armas nucleares — este foi, inclusive, o principal argumento de Trump para atacar o Irã em 28 de fevereiro, dando início à guerra.
Teerã, no entanto, nega e diz que o programa é usado exclusivamente para fins civis.
Quando o acordo foi assinado? E por quem?
Anunciado no domingo (14), o acordo de paz foi assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, que recebeu autorização do líder supremo iraniano para a assinatura.
Ghalibaf é ainda o chefe da comitiva de negociadores do Irã e uma das figuras centrais da política do país.
A assinatura, no entanto, foi feita de forma virtual, segundo o governo dos EUA. Os dois países ainda assinarão o termo de forma presencial em uma cerimônia marcada para sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Só então, para o Irã, haverá de fato um acordo — por enquanto, Teerã chama o texto virtualmente assinado de memorando de entendimento.
Quando o acordo começa a valer?
De forma prática, o acordo já tem validade — nesta segunda-feira, inclusive, os conflitos no Líbano, que integra o acordo, diminuíram, segundo autoridades.
O Irã, no entanto, não deixou claro se os termos já entraram em vigor. O Hezbollah, grupo terrorista contra quem Israel luta em território libanês, afirmou nesta segunda que Teerã pediu para adiar a assinatura do acordo, que ocorreria neste fim de semana, para sexta-feira com o intuito de observar se os rivais cumpririam os termos ao longo da semana.
A implementação oficial de todas as contrapartidas técnicas e jurídicas também valerá a partir da assinatura presencial na sexta-feira.
Fonte//G1