Na quinta-feira (3), a Justiça manteve a prisão temporária do médico ginecologista Rodrigo Costa Brandão, após passar por audiência de custódia. Ele é suspeito de ter participado diretamente da tortura e do estupro de um homem de 27 anos, segundo informações apuradas pela TV Bahia com fontes ligadas à investigação.
Ele e outras duas pessoas foram presos durante a Operação Emboscada, deflagrada pela Polícia Civil. Os três seguem detidos após passar por audiência de custódia. De acordo com a investigação, Rodrigo teria contratado Hayra Haianne Queiroz e Adilson Rodrigues Macedo para atrair e sequestrar o homem.
A vítima tinha um relacionamento com a vítima e trabalhava como motorista de aplicativo e teria sido atraída até o local do sequestro por meio de uma corrida solicitada por Hayra. No cativeiro, o homem teria permanecido por quase duas horas.
De acordo com informações, Rodrigo teria participado das agressões, encapuzado. Depois, Adilson também teria participado da tortura junto com um quarto suspeito, que ainda é procurado. Após as agressões, a vítima teria sido deixada nua em uma estrada na região de Catolândia.
Os investigados são suspeitos dos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.
O que diz a defesa de Rodrigo Brandão
“DOURIVALDO AQUINO ADVOGADOS ASSOCIADOS, vem a público esclarecer, diante das notícias acerca da prisão do Dr. Rodrigo Costa Brandão, ocorrida em 02 de setembro de 2026, que se trata de prisão temporária, de natureza cautelar e provisória, no âmbito de investigação ainda em curso.
Até o presente momento, a defesa não teve acesso à integralidade das peças investigatórias, circunstância que impede uma manifestação técnica responsável sobre os fatos e sobre a própria decisão judicial. Além disso, o processo corre em segredo de justiça, impedindo a Defesa de apresentar maiores esclarecimentos.
A defesa aguarda a liberação dos autos e o acesso aos elementos já documentados, a fim de exercer plenamente suas prerrogativas profissionais e adotar as medidas judiciais cabíveis.
O escritório ressalta que prisão temporária não representa condenação, tampouco declaração de culpa, devendo ser preservadas a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
O Escritório Dourivaldo Aquino Advogados Associados reafirma sua confiança no Poder Judiciário e nas instituições democráticas e informa que não se furtará à adoção de todas as providências necessárias à defesa do Dr. Rodrigo Costa Brandão, tão logo tenha acesso aos autos”.
Defesa de Adilson
A defesa de Adilson Rodrigues Macedo Silva também afirmou que aguarda acesso aos autos. Segundo o advogado Felipe Amorim Antunes Santos, a prisão foi decretada por 30 dias e o investigado será submetido à audiência de custódia. Por orientação da defesa, ele deve exercer o direito ao silêncio até que os advogados tenham acesso completo à investigação.
*com informações do G1