Os outros seis dos dez advogados suspeitos de envolvimento em um esquema com facções, na Bahia, tiveram as prisões preventivas mantidas pela Justiça, após audiência de custódia. A informação foi confirmada à TV Bahia pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA).
As sessões deste grupo aconteceram entre a segunda-feira (6) e esta terça (7), em diferentes cidades baiana. Os investigados seguiram para o sistema prisional, onde já estão os outros quatro colegas presos, que passaram por audiência no domingo (5).
Além deles, outros 12 homens apontados como chefes de facções criminosas com atuação no estado foram alvos da “Operação Sintonia de Gravata“, deflagrada na última sexta-feira (3).
Os suspeitos são apontados pelas investigações como clientes dos advogados, que seguiam ordens para que os criminosos conseguissem comandar crimes de dentro do presídio.
Relembre a ação
A operação investiga a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções, além da articulação entre integrantes custodiados e agentes em liberdade.
Além dos mandados de prisão cumpridos contra os 22 suspeitos, também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.
As buscas foram realizadas nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras.
Veja o que se sabe sobre os advogados
Maria Tereza Novaes Martins
Atuaria em favor de Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega”, uma dos chefes da organização criminosa Comando Vermelho (CV), com atuação em Feira de Santana
Izabela da Silva de Oliveira
Atuaria em favor de Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como “Averaldinho”. Ele é integrante e um dos chefes da organização criminosa Bonde do Maluco (BDM), com atuação principal na cidade de Salvador.
Luan Mascarenhas de Souza
Atuaria em favor de Francisleno de Jesus Nunes, conhecido como “Su, Coroa ou Mineiro”. Os crimes pelos quais ele responde não foram detalhados.
Ícaro Cardoso Viana
Atuaria em favor de Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Décio Douglas Silva Oliveira. Esse último é conhecido como “Vaqueiro”, um dos chefes do BDM.
Luã Santos da Costa
Atuaria em favor de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Léo Gringo”, um dos chefes do BDM na Bahia, e de Wesley Willian Alves dos Santos. No caso desse último, não foram detalhados os crimes pelos quais ele responde.
Fernanda Oliveira Borges
Atuaria em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como “Bolão, CRM, JR”. Ele é vinculado à organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação principal em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia.
Tamires Felix Alves Silva
Atuaria em favor de Décio Douglas Silva Oliveira, o “Vaqueiro”, do BDM.
Maria Mariana Batista de Oliveira
Atuaria em favor de Fabio Santana Oliveira, conhecido como “Panda” e apontado como um dos chefes do CV, com atuação principal na região de Capim Grosso; de José Lucas Silva Rocha, o “Índio”, integrante do CV, com atuação na cidade de Eunápolis, no extremo sul; e Victor de Freitas Silva, o “Da Jega”, um dos chefes da facção em Feira de Santana.
Raiza da Silva
Fez a defesa de Ian Pedro Santos, chefia do Comando Vermelho da cidade de Casa Nova.
Joanderson Almeida dos Santos
Também advogado de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Léo Gringo”.
Fonte//G1